📖 Minha história

Eu nunca escolhi
o caminho fácil.

15 anos, múltiplas quedas, recomeços, e uma única certeza ao longo de tudo: não parar. Esta é a história real — sem filtros.

Cada capítulo desta história aconteceu de verdade. Os erros, as vitórias, os momentos onde tudo parecia perdido. É exatamente por isso que importa.

Porto Alegre O início de tudo
O grande sonho
Cresci em Porto Alegre — cidade grande, vida num apartamento alto, e uma sensação constante de que queria algo diferente. Não porque o Brasil seja ruim. Mas porque eu queria mais: mais segurança, mais liberdade, um futuro diferente.
"Eu queria construir minha vida na Europa — isso eu sempre soube."
10 anos de idade Primeiro passo
A escola alemã
Com 10 anos, minha mãe e eu decidimos mudar de escola — fui para uma escola alemã em Porto Alegre, onde além das aulas normais tinha aulas de alemão 2x por semana. A língua era difícil — muito diferente do português — e minhas notas sofreram. Mas era o começo.
14 anos — A escolha O padrão começa
2 meses ou 1 ano?
A escola ofereceu um programa de intercâmbio de 2 meses. Eu recusei. Para quê ir 2 meses se o objetivo era ficar? Pesquisei por conta própria e encontrei um programa de 1 ano. Mais difícil, mais burocracia, mas o caminho certo.
"Esta foi a primeira vez que eu escolhi conscientemente o caminho mais difícil. Não seria a última."
2011–2012 · 15 anos Primeiro choque
Intercâmbio: da cidade grande para um vilarejo de 900 pessoas
Cheguei em Frankfurt com uma mala e um violão. A organização não tinha família de acolhimento para mim. Fui parar em Sippersfeld — 900 habitantes, no interior da Alemanha. Saí de Porto Alegre (1,3 milhões de pessoas) para isso. A escola era em alemão, eu não entendia nada, ficava sozinho nos intervalos. Coisas simples do dia a dia — como pegar um ônibus — viravam crises que duravam horas.
"Os primeiros meses foram os mais difíceis da minha vida, até então. Pensei em desistir."
2012 · A virada Nunca desisto
Depois dos 6 meses, tudo mudou
Aos poucos fui fazendo amizades, aprendendo a língua, viajando com a família. Depois de 6 meses o alemão começou a fazer sentido. Quando o ano acabou, eu voltei para o Brasil diferente — pensava parcialmente em alemão, enxergava o mundo de outro jeito.
"Eu nunca fui a pessoa que desiste. Esse ano provou isso para mim."
2012–2013 · De volta ao Brasil Pausa
Ensino Médio e a mala que nunca foi desfeita
Voltei para Porto Alegre, terminei o Ensino Médio. A escola reconheceu o intercâmbio — minha única nota alemã era Educação Física: 3 (suficiente). A família alemã me convidou para voltar e morar com eles. O plano: Alemão C1, Pré-Universitário, Universidade, Emprego e Passaporte.
2013–2014 · Duas derrotas O pior momento
Reprovado no Pré-Universitário — duas vezes
Voltei para a Alemanha com tudo planejado. A prova de admissão do Pré-Universitário em Kaiserslautern exigia alemão avançado e matemática. Reprovei na primeira tentativa. Esperei 6 meses, me preparei, e reprovei de novo.
"Desta vez decidi que deveria voltar para o Brasil. Com a sensação de que talvez fosse o fim. O sonho não morreu — mas precisava respirar."
2014 · De volta ao Brasil Recomeço
Uma pausa, não um fim.
Voltei para Porto Alegre desiludido. Entrei na PUCRS, tentei construir uma vida lá. Mas o sonho não me deixava. Pesquisei e encontrei um Pré-Universitário Luso-Brasileiro no norte da Alemanha — sem prova de admissão. Comprei a passagem e voltei.
2014–2015 · Norte da Alemanha Primeiro grande sucesso
As portas abertas — e um novo começo sozinho
Pela primeira vez estava realmente sozinho na Alemanha — sem a família alemã como rede de segurança. Mudar para o norte do país significava um novo apartamento, nova cidade, novos vizinhos, nova rotina. Tudo do zero, sem ninguém conhecido por perto. Mas desta vez as portas estavam abertas — e eu completei o ano.
"Depois de tudo que passei para chegar até aqui, completar esse ano foi uma das melhores sensações da minha vida."
2015 · Centro da Alemanha A universidade começa
Finalmente na universidade — mas os desafios não pararam
Comecei International Business Management numa universidade no centro da Alemanha. Primeiro apartamento, primeiro semestre de verdade. Era o único estrangeiro na turma — mas desta vez com muito mais alemão e muito mais confiança do que em 2011. Aos poucos fui fazendo amigos alemães, explorando a cidade, e começando a sentir que tinha um lugar nesse país.
2015–2016 · Centro da Alemanha Nova queda
Desligado da universidade
Reprovei três vezes na mesma matéria de Teoria Econômica e fui exmatriculado. Problema grave: sem matrícula, a autorização de residência estava em risco. Precisava agir rápido.
2017–2020 · Digital Business O curso certo
O curso certo — e tudo que veio com ele 🎓
Após um semestre de transição para manter a residência, mudei de curso para Digital Business Management — na mesma universidade, no centro da Alemanha. Era o curso certo. Mas desta vez havia algo diferente: eu já conhecia o sistema. Sabia como a universidade alemã funciona, como estudar para as provas, como navegar a burocracia. Anos de experiência que finalmente deram ritmo. Enquanto estudava, assumi cargos de liderança crescentes na AIESEC — a maior organização estudantil do mundo — até coordenar um comitê local com mais de 40 membros. Trabalhei como estudante na área de dados num grande grupo de mídia japonês. Em 2020 me formei. 10 anos depois da decisão de entrar na escola alemã em Porto Alegre.
"10 anos. Da escola em Porto Alegre até o diploma alemão. Valeu cada segundo."
2021 · Hoje O objetivo
Engenheiro de dados numa empresa alemã 🇩🇪
Depois de um estágio e alguns meses difíceis, entrei na SVA System Vertrieb Alexander GmbH como trainee em agosto de 2021. Em março de 2022 me tornei engenheiro de dados. Trabalho em projetos estratégicos para empresas e instituições alemãs. O menino que saiu do Sul do Brasil chegou ao centro da Europa — e construiu uma vida do zero.
"Esta é a história que eu precisava ter lido antes de começar. Por isso criei O Imigrante."

A sua história começa com uma decisão.

Não precisa ser perfeita. Não precisa ser fácil. Precisa ser sua. Eu passei por tudo isso para que você não precise passar sozinho.

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